O Theatro Municipal do Rio de Janeiro celebra seus 117 anos no próximo dia 14 de julho com uma programação especial e gratuita que reúne música, dança, ópera e visitas guiadas. As atividades acontecem ao longo de todo o dia e ocupam diferentes espaços de um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos e culturais da região central.
As comemorações começam às 9h, na escadaria principal, com a tradicional apresentação da Banda dos Fuzileiros Navais. Em seguida, o público poderá acompanhar a performance dos jovens violinistas do projeto “Os Pequenos Mozart” e uma edição especial da “Ópera do Meio-Dia”, que apresentará uma versão reduzida de Il Trovatore, uma das obras mais conhecidas do compositor italiano Giuseppe Verdi, interpretada por solistas do coro da instituição.
A programação também inclui apresentações da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, do Ballet do Theatro Municipal e um concerto do Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica da casa.
Quem desejar conhecer mais sobre a história e a arquitetura do edifício poderá participar de uma visita guiada às 15h. Já às 16h, o espetáculo “Kabarett ao Revés” leva ao palco bailarinas 60+ do Ballet do Theatro Municipal em uma montagem que destaca a maturidade como protagonista da cena.
O encerramento das celebrações acontece às 19h com a apresentação de Salvator Rosa, do compositor brasileiro Carlos Gomes. A obra retorna ao palco do Municipal após cerca de oito décadas em uma produção realizada em parceria com o Teatro Amazonas. O espetáculo reúne cantores, músicos e bailarinos dos corpos artísticos da instituição e conta com mais de 340 figurinos.
Toda a programação é gratuita. Os ingressos para a ópera já estão disponíveis, exclusivamente pelo site do Theatro Municipal, com limite de dois por CPF. Para as demais atrações, os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início de cada apresentação, conforme a capacidade de público.
Um patrimônio da cultura brasileira
Inaugurado em 1909, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é uma das principais casas de espetáculos do Brasil e da América Latina. Inspirado na Ópera de Paris, o edifício foi concebido a partir da fusão dos projetos dos arquitetos Francisco de Oliveira Passos e Albert Guilbert.
Ao longo de sua história, o Municipal recebeu grandes nomes da música, da dança, da ópera e das artes cênicas nacionais e internacionais. Atualmente, é a única instituição cultural brasileira a manter, de forma permanente, um coro, uma orquestra sinfônica e uma companhia de ballet.
A mais recente restauração do prédio recuperou importantes elementos históricos, entre eles um painel original de Eliseu Visconti e a emblemática águia de 350 quilos instalada no topo da construção, que recebeu um novo revestimento com oito mil folhas de ouro de 23 quilates.
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